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Para que e pra quem o poeta escreve?
Por por Cristhiane Ortiz
20/08/2020 - 11:48

Foto: arquivo
O poeta sente a necessidade de extravasar os seu sentimentos, e a ( in) satisfação que sente em relação a tudo que o permeia ! Em seus textos e obras se sente à vontade para contar suas novidades e velhidades !
O poeta escreve não só para expressar os seu sentimentos, como também para provocar emoção nos outros! Através dos seus textos e poemas, o poeta descreve as suas experiências pessoais, ressalta as injustiças sociais e com isso provoca reações no leitor. A diversidade dos temas convidam o leitor a refletir sobre a vida em sociedade, sobre os seus direitos/ deveres, a sua cidadania. Chama a atenção para a liberdade e o seu  direito de se expressar e de se colocar diante das ideias que possui perante o mundo em que está inserido. Talvez a grande sacada da literatura esteja exatamente em provocar o leitor através de metáforas que instiguem o seu pensamento crítico. O poeta utiliza uma linguagem abstrata que obriga o leitor a ler o que não está explícito com o intuito de que percebam que não existe uma forma padronizada de enxergar o mundo. Partindo do conceito de que não existe uma única verdade!
A pandemia do Covid 19, por exemplo, tem mudado a maneira padronizada de ver o mundo! Passamos a valorizar os momentos com a família e amigos. Uma simples ida ao supermercado tornou-se supervalorizada! Considerando que tivemos a liberdade de ir e vir ceifadas pelo risco de contaminação! Passamos a sentir nostalgia ao relembrar o modo em que desfrutávamos dos pequenos prazeres dos programas como ir ao cinema, teatro, dos shows em que ficávamos apertados uns aos outros, percebemos que éramos felizes e livres a despeito de todos os problemas que tínhamos, como a banalização da violência, e tantos outros que nos afligiam! Quem não sente saudades da vida que levávamos anterior ao Covid 19? Onde reuníamos aos finais de semana para confraternizar e colocar os assuntos em dia? Pelo menos vendo sob outro aspecto, a pandemia trouxe uma nova  maneira de enxergar revisar o mundo. O momento exige uma maneira menos (ego)ísta de nos relacionar pois a nossa forma de viver afeta em grande escala a vida do outro!  Sendo assim, através de suas poesias o poeta tenta subverter o leitor a sair da caixinha que se acostumou a ver o mundo. Ele convida  o leitor a perceber que estamos todos à deriva, embora alguns tenham mais ( des) vantagens que outros ! O poeta conduz o leitor a entender embora existam vários mares, muitos planetas, só existe um universo!  E ainda que haja diversificadas culturas, o homem necessita revolucionar a sua vida na pós- modernidade, e repensar os seus valores para que nossos descendentes encontrem um planeta mais habitável. Para que possam coabitar numa sociedade em que a tolerância  seja a regra e não a exceção! Pois o que temos presenciado nos últimos anos é que o mundo foi dividido em castas, em que o pobre é destinado a viver a sua pobreza, 
( impedido de crescer) e o rico a sua ‘ nobreza ‘ cada qual no seu canto, onde o imperativo é a subtração! O rico cada vez mais imponente, e o pobre a cada dia mais invisível no seu canto,  sem acesso, sem adição!
O poeta então, apela para o abstrato e adverte que nesse caos em que o mundo se encontra, o amor sempre será a regra e não mais a presunção.
 
 
CRISTHIANE ORTIZ é graduada em Letras na UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CARLOS ALBERTO REYS MALDONADO
Mestre em Linguística pela UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MATO GROSSO CARLOS ALBERTO REYS MALDONADO
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