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Mato Grosso registra 23 focos de raiva no primeiro semestre
Por Ascom Famato
29/08/2016 - 14:14

Foto: Ilustrativa

A raiva dos herbívoros é uma doença que não tem tratamento e a mortalidade é de 100% dos afetados. Em Mato Grosso foram registrados no primeiro semestre deste ano 23 focos da doença. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) em parceria com o Instituto de Defesa agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT) levanta com preocupação o debate sobre a doença e a importância da vacinação. A raiva é transmitida pelo morcego hematófago Desmodus rotundus. Bovinos, bubalinos, equídeos, caprinos e ovinos devem ser imunizados. “É muito mais rentável que o produtor rural vacine seu gado e assim previna a doença. O objetivo é resguardar o produtor e sua produção”, disse o médico veterinário e analista de pecuária da Famato, Marcos de Carvalho.  

 

Apesar de não ser uma vacina obrigatória como a da aftosa, é necessária para o rebanho. É de fundamental importância que o produtor rural faça a comunicação da vacinação e das ocorrências de animais com sinais de doença nervosa ao Indea-MT. Os animais vacinados pela primeira vez devem ser revacinados 30 dias após a primeira dose. Depois o rebanho deve ser vacinado anualmente.

 

De acordo com Carvalho, o custo de uma dose da vacina é de aproximadamente R$ 0,70. “Considerando um rebanho de 100 animais que nunca foi vacinado, o custo da primeira dose é de R$ 70,00, e somando com a segunda dose após os 30 dias, totalizaria R$ 140,00 por ano. Se apenas um animal jovem, avaliado em R$ 1.500,00 morre com a doença, o prejuízo daria para vacinar o rebanho inteiro duas vezes por ano, durante 10 anos”, contabilizou Carvalho. 

 

Outra dica importante do médico veterinário é para que os produtores aproveitem o período de campanha contra febre aftosa e vacinem o rebanho contra a raiva e já façam a declaração no Indea-MT no mesmo período.

 

Conforme o Indea-MT, os produtores devem ficar atentos aos sinais clínicos que os animais acometidos pela doença apresentam, como por exemplo:  andar cambaleante, dificuldades de urinar, defecar e engolir, paralisia dos membros traseiros, bater contra objetos, dificuldade para levantar, deitar em decúbito lateral e realizar movimentos de pedalagem. Nesses casos, o produtor deve comunicar imediatamente o Indea-MT, para que o médico veterinário faça colheita de amostra para realização de exames laboratoriais. O procedimento não tem custo e nem penalidades ao produtor que comunicar casos de raiva na propriedade.

 

Com a confirmação laboratorial do diagnóstico da raiva, a vacinação é obrigatória no foco e perifoco, abrangendo todos os herbívoros existentes nas propriedades em um raio de 12 quilômetros. Para comprovação da vacinação, o produtor devera apresentar nota fiscal de aquisição de vacina, assim como informar a data de vacinação, número de animais vacinados por espécie.

 

O Indea-MT pede que o produtor informe a existência de animais sugados por morcegos, presença de abrigos naturais e artificiais de morcegos, como cavernas, furnas, poços,  fossas abandonadas, ocos de árvores, pontes e bueiros, para que seja realizada a captura e tratamento do morcego hematófago Desmodus rotundus

 

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